sexta-feira, 8 de junho de 2012

REVERB.

Escondeu-se de mim...
Bateu cerca de 10 vezes nas paredes solitárias como as pedras da música de Raul.
Mas não o vi... ou a ví... de certa forma ouvi...
Interessante o fato de se arruinar a escravidão do silêncio em casa...

Aos domingos infernais... bate em minhas paredes.
Mas não é tão incompreensível assim! Digo pois acho que me acostumei a ter o que tenho.
Mas tudo se perdeu?

– Não sei...A carta que fiz pra mim não recebi.
E a noite conto um vício de calcular os tic-tac's dos dois ou mais relógios de casa.
Mas ha outros barulhos... eu sei só não sei de onde vem, espero que seja alguém.
Nem que seja um ex-aluno vendendo enciclopédia.
Mas vou esquecer, tenho certeza... tenho um remédio contra a memória de curto prazo. Álcool! Mas apenas de curto prazo. Não recomendo, mas faço.
Mas não ficaste intrigado? Quem batem em minhas paredes?

É um amigo meu chamado de Reverb.


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