quinta-feira, 9 de junho de 2016

9 de junho 2016



Definitivamente a vida nos dá na cara, algumas pessoas dão o nome de Deus, outros chamam de causa-efeito, mas o que é importante é o resultado, as coisas tendem a voltar, mas não há regras e nem sequencias, muito menos datas e horários [...] e voltam, o que se faz de bom, o que se faz de ruim, muitas vezes até, O QUE NÃO FAZEMOS, estranho? pois é... dever ser um ser de uma luz muito imensa, ao ponto de não saber o que realmente é lógico, verdadeiro, humano até, mas se dói é pois, um ser, dito, para sofrer.
Mas ainda não sei exatamente, o que fiz, não fiz ou deixei de fazer... mas sofro e geralmente isso é que me faz ter ideias, que abandonam a vida [...] nem que seja por alguns minutos.
Há! se de fato estou "vivendo" a consequência que eu não fiz, eu agora penso, repenso, vejo os meus antigos escritos, lembretes nas orelhas dos livros que li, pedaços de papel dissolvidos nos cantos das gavetas... e acho!!! acho que não estou vivendo bem, inadequado dizer tal falácia!!!!!! tenho, boa família, uma linda e meiga mulher... e ainda sofro!!! não é o que eu fiz, deixei de fazer [...] tenho certeza que é eu!

quinta-feira, 3 de março de 2016

MONÓLOGO ESQUIZOFRÊNICO ACOMPANHADO DE LAPSOS DE REALIDADE SATURADA E VERDADES EM EXCESSO.

Sinto um pouco de enjoo mas ainda não dá para saber se vou vomitar! Mas é parecido como quando você começa a andar muito de ônibus mas essa é diferente, eu sinto um vazio sem eco […] olha que coisa mais estranha? […] resolvi beber e adiantou um pouco meu lado, esqueci por um período mas voltou quase em tripo, ai resolvi fazer a barba, olhei para mim e não me vi! E mesmo sem me ver convidei-me para uma conversa esclarecedora, acho que ele estava querendo me expulsar de mim! eu logo me armei com medo poucas palavras e uma lâmina de babear na mão.

No primeiro ato não falei absolutamente nada, esperei pacientemente que tomasse a
palavra, senti o meu perfume no ar, ué! mas eu não iria sair para nenhum lugar, talvez amanhã para… enfim, meu raciocínio foi interrompido por um esbarrão no ombro, logo atrás de mim uma projeção de luz, ou não, na verdade era minha sombra impiedosa, ligou-se  perna a perna como um cordão umbilical.

Caindo em parafuso solitário é raro, e eu mesmo sem todos aqueles eu's ativos, mas, eu acreditei neles, eles faziam parte de mim.

- Parte de mim? é eu sei. O som era introspecto e terminável infelizmente.
Mas é engraçado falar, falar… eu nunca pensei que meus olhos viriam tal cena, de vez enquanto nos achamos dentro de nos mesmo e cantarolamos com se o amanhã fosse com toda certeza nascer extremamente feliz. Como quando ponho os fones nos ouvidos e cantarolássemos aos sete ventos, mares, vidas, dias, celos, enfim sete… setembro.

Cantarola pois te tira a metade do semblante pesado de cupido bêbado. Mas então ria de você mesmo, se viu? o importante é não esquecer o que ficou de ruim
ou bom pois você faz parte e como parte deves respeito, mas do nada uma aura muito boa atrapalha-me com meus pensamentos sempre estranhos... não sei bem ainda explicar... mas é como se fosse uma troca injusta, eu acho até que vai ser amanhã que eu vou nascer como um sunshine mas escrito em português, é claro!

Toda as noites durmo com ela, nem mesmo que seja olhando para sua foto, eu tenho uma camiseta escrita I love you! Meu estomago ronca e a música toca, sem me respeitar com o silêncio que me emprestara uma ou duas vezes, me ligavas antes, mas agora? Nada (risos) um trovão e uma nota para fora da música, uma voz estridente e triste largada de tudo, mas acredite crianças! é profissional, tem hora para acabar tem hora para ter fim, não estranhe um só momento, nesse apenas tenha dó do mundo onde hoje em dia já podemos chorar... e até falar te amo minha flor! É isso garotos podem chorar Cindy, queria se divertir, nós queremos
nos mostrar verdadeiramente e isso garotos querem chorar..

ESCALA MUSICAL DO MOTOR DO ÔNIBUS - ll

Meus olhos não abriam, não completamente. Meu pai disse com voz alta e firme um tanto mal humorada, mas com a delicadeza de mãe, era o costume.

- Acorda já tá na hora tu vai perder o ônibus!

Pus-me de pé, já vestido só calcei meus tênis nem os amarrei, não havia vontade de me ver ao espelho, minha mochila pesava nas minhas costas, o ponto de ônibus estava cheio de pessoas encolhidas por causa do frio, de cabeça baixa, de olhares altos e de aparência humilde.

A luz do coletivo apareceu no horizonte, não o vi, mas sabia pela inquietude das pessoas, que era o que eu de costume pegava, a lataria parou ao meu lado, fazia muito barulho parecia um mostro de filmes sem nexo, depois de alguns segundos estavam todas querendo entrar ao mesmo tempo dentro do veículo, espremendo-se e reclamando a cochichos.

O ônibus sai com um arranco, as pessoas do fundo reclamam. Não há lugares para sentar, quase não a lugar para ficar de pé. Velhos, novos, crianças, nem mulheres prenhas tem seu valor. As pessoas fingem ser normal, acomodar-se onde der, em um degrau o meu caso. Fiquei no meio de duas mulheres de meia idade, a da esquerda enterrou o queixo no peito e dormiu como as sacolas no colo, a outra enterrou nos ouvidos fones e fechou os olhos, a cada solavanco abria eles, vermelhos e de bordas pretas, pretas como a noite de um cego, e eu?

Perguntei-me. Será que toda essa realidade e verdadeiramente real? As coisas são
verdadeiramente assim desordenadas, sem um nexo aparente?
Minutos se passaram me percebi reclamando como eles, ou nós. Os vidros se embaçam e as crianças com faces cansadas, no entanto de espírito inquieto, tentam escrever ou desenhar algo, as pessoas já não se surpreendem com quase nada.

Um acidente na estrada, o sangue de vermelho vivo e que coagulava com os primeiros raios de sol, sendo sugado por um pano branco posto por um policial barrigudo com cara de sono e de poucos amigos.

As pessoas murmuravam "Como vou chegar?? Na hora? Quando chega atrasado patrão ainda pensa que a gente não quer trabalhar!"

Nessa altura as pessoas já abriram os zíperes das jaquetas, o lado da esquerda, o sol arde como se fosse meio dia. E a maquina assim seguia a rotina. E o ônibus gradativamente acelerando, o motor parecia cantar, mudando de tom a cada
marcha... e a progressividade dessa música segue até quando?!!!?...

sábado, 20 de fevereiro de 2016

E O COLISEU

E o Coliseu abril suas portas
E o Puteiro vendeu todos os ingressos
E o Circo esticou suas lonas,
E na plateia sedenta por Pão, não perceberam onde estava o Palhaço.        
- Ele esta dentro de nós!
Disse a única Leoa do Coliseu, que estava elevada num pedestal de ouro, sorrindo, acenando e vociferando aos Chacais, que lambiam suas patas sujas de lixo Óspitalar.
- Óspitalar? Questionou alguém. 

Respondeu um de seus Fidalgos com voz prepotente e com risadas debochadas saindo dos bolsos.

- Desculpe-me ele estudou por aqui!

E o circo estava armado. O Covil chiava as escamas uma nas outras. Os trapezistas  Asiáticos e os  Sul Americanos queriam bater os cartões, mas um deles dotado de vários, impôs  ordem em toda a farandola. Que questionava a falta de um de seus criados, que ficara pelo caminho pois o
ônibus estava empalado pelo cardan, que sangrava sangue negro pela sarjeta, apagando a ponta do cigarro, jogada pelo seu condutor, que seu uniforme mais parecia um saco de batatas sujo e encardido, os dentes falhados as mão na cabeça que escorriam até os ouvidos tentado tapa-los, para não ouvir o chorar de um carregamento de Bois que olhavam para seus relógios.

E no Circo o espetáculo não pode parar! a não ser para um pentear de cabelos ou um autógrafo dado com um carimbo com um ''X''. Tirando gostosas risadas da Leoa. 


domingo, 2 de setembro de 2012

FOI O SENHOR QUE TUSSIU???

E essa cólera que entra em meus pulmões, das pontas dos meus dedos até as minhas artérias, por fim indo para meus neurônios e depois se retirando como se nada me deveste ao menos me paga com mais um de você também essa falta de vírgulas que apitou em seu cérebro como um alarme de incêndio já que é de tão importância para você vou por uma pausa só para o senhor terminar de ler, viu esta a oito letras atrás!? E essa calma monstruosa ou como algumas pessoas do interior dizem "medonha"... 

Eu deixei esses três pontinhos para que você saiba que eu dei uma risada, não entendo como pessoas dão risadas com a letra "K", mas eu não quero estender-me a esses assuntos "informáticos".

Era pra eu esta dormindo? Penso tão alto assim? Para acordar ao menos a minha casa com um grito de horror? Será que isso foi necessariamente uma pergunta para quem  ler ou para quem esta perguntando? Um grade amigo ainda me chama de "mente Hábil" ... Mas gosto de elogios, quem não gosta? né!?!? Talvez de fato eu esteja doente de uma doença que se encontra dentro de mim, desde os quatro os seis anos. 

Logo ai? Mas não pense que é lá! Essa perigosa mente de quem lê esperando algo picante, picante não, a palavra picante me lembra comida, eu quis dizer... Esperando putaria...

– A garrafa ainda está cheia? Minha segunda personalidade indagou-me. Respondi. 
– Ainda estou nesse mundo? 
Respeito crenças e tudo mais, crio as próprias crenças, e as destruo para ninguém ter esse conhecimento, espero que ainda tenhas esse ver, de minha pessoa integra e puritana... Juro que nunca matei ninguém!... 

– É serio? 

Indagou-me novamente, minha ressaltada personalidade. 

Certa vez vi em um filme, no qual um bêbado com um cigarro na ponta dos dedos, disse: 
– Ninguém nunca escreveu nada muito bom em paz! A loira que estava ao seu lado cerrou os olhos após um golpe de uísque americano em cima do fígado [...]. Não tiro o mérito dele, muito menos acho demérito. Adoro pessoas de opiniões fortes, essas pessoas acabam sendo as mais inteligentes para os outros, mas mais, pelas desinibição para com os outro.
      
Poucas pessoas tem força o bastante para segurar muitos olhares de contramão. Não aguento mais, vou dormir, acho que se alguém ler esse texto, der um olhar para uma pessoa que acha inteligente, ou ao menos muito forte e dá uma cerradinha de olhos como a loira fez a tomar uísque. Quase quinhentas letras de pura, pura essência da tolice e perda de tempo!...


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

PENUMBRA DIÁRIA E A ASSOCIAÇÃO DE UMA MÚSICA


Desce do céu em branco cetim, o ar nevoado de uma noite de setembro. E na rua cortava o tecido do vento com o aerodinâmico nariz direcionado para baixo, o corpo em um declive itálico, mas estável sem planos para mudar, automático novamente ia! Programado pela rotina, nos ouvidos fones a todo volume, tentavam tirar-lhe o sono de 3 ou 4 horas de sono... 


Não fez nada, diante de um assalto de uma mulher assistido por ele. Mas assimilou a música a fatos do gênero. Tinha dores de cabeça terríveis, mas, incrível como se pode trabalhar assim um dia inteiro. A música em seus ouvidos lhe tirava a atenção do real, mas as baterias ficam fracas, sim fracas! e assim volta para o real. Dor e é... fatal como somos omissos com a realidade. Pegamos a pomos nos bolsos mais fundos e tentamos perde-la bêbados, tristes, sujos, solítos bucólicos cegos.


Interessante como a noite nos acalma, a depressão de domingo a noite nos incomoda de forma sorrateira, um tanto rasteira. E o som da abertura do Fantástico tira-me boa parte do plasma e aumenta meu nível de cortisol tão pontiaguda quanto, isso porvir a temida ardida e interminável segunda-feira. 

E voltamos a noite, abrupta e gentil nos mata e nos dá a vida. Um tanto incompreensível e é assim como o seu manto de caspas estrelando as costas de sua veste escura, incógnita e romanticamente para os brutos de coração, até para os sábio, que respiram seu ar com respeito e com os cascos colados em sinônimo de mais alta autoridade.
                                                                                                             

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

OS 7 POVOS DE CÉSAR

Diante de mim. O mundo caindo num abismo não muito raso, tão pouco profundo que o eco veio de dupla e alegre. Diante de mim estava ela, os cabelos esvoaçantes e desgrenhados com um sorriso tímido e impecável.

Me acalmando dizendo coisas boas quase imperecíveis. Calou-se esperando que disseste algo. Apertou minhas mãos e olhou pra mim, eu não conseguia dizer nada, doía minha garganta, ela me acalmava com as mão de dedos longos e bem finos, minhas veias do pescoço parecias mangueiras de jardim, decorrência da força de tentar falar algo.


Continuava me acalmando, o silêncio era absurdo e sentia fortes empurrões nos ombros, olhava para traz e nada via, sentia frio e suor, angústia e renúncia. Ela  no entanto estava se distanciando de mim, já tinha soltado suas mãos, os empurrões nas minhas costas me machucavam, tudo era  negro e sombrio, mas algo quente me tocou as lábios. 


Um raio de luz apareceu no céu, e estava deitado ao lado dela, e ela me tirou das trevas com um beijo.